Rio de Janeiro tem alta de casos de Mpox e recebe reforço de vacinas

Destaques
- •Rio de Janeiro registra 211 casos de Mpox em 2026, mais que o dobro do ano anterior.
- •Ministério da Saúde anuncia envio de vacinas para o estado diante do aumento de infecções.
- •Especialistas alertam para a importância de evitar estigma e discriminação associados à doença.
O estado do Rio de Janeiro registrou um aumento significativo nos casos de Mpox, doença infecciosa causada pelo Mpox vírus (MPXV). Em 2026, já foram confirmados 211 casos, superando os 119 casos registrados durante todo o ano de 2025. Na capital fluminense, a situação é ainda mais alarmante, com 74 infecções confirmadas nos últimos dois meses, um número cerca de sete vezes maior que o do mesmo período em 2025, quando houve dez casos.
Diante do cenário, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou no último sábado (31) um reforço no envio de vacinas contra a Mpox para o estado. Segundo Padilha, o Brasil acumula 665 casos da doença em 2026, um número consideravelmente menor que o surto de 2022, que atingiu quase 11 mil infecções. A pasta mantém vigilância ativa em conjunto com estados e municípios, com a vacinação direcionada aos grupos recomendados.
Transmissão e Sintomas da Mpox
A Mpox é transmitida principalmente pelo contato direto com lesões na pele de pessoas infectadas, secreções corporais como pus, saliva e sangue das feridas, e também por meio de objetos contaminados, como roupas e toalhas. O contato próximo e prolongado com secreções respiratórias também é uma via de circulação do vírus. A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que pessoas com múltiplos parceiros sexuais apresentam maior risco.
Os sintomas da Mpox incluem erupções cutâneas ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo e calafrios. As lesões, que podem começar no rosto e se espalhar pelo corpo, evoluem de planas para bolhas cheias de líquido, podendo causar coceira ou dor. A pessoa pode transmitir a doença até que todas as lesões cicatrizem completamente.
Tratamento, Vacinação e Grupos de Risco
O tratamento da Mpox visa cuidar das lesões, controlar a dor e prevenir complicações, com a maioria dos pacientes se recuperando em 2 a 4 semanas. A vacinação é recomendada para pessoas com alto risco de exposição, como profissionais de saúde, pessoas que moram com infectados, indivíduos com múltiplos parceiros sexuais e profissionais do sexo. A vacina também pode ser administrada em até quatro dias após o contato com um caso confirmado.
O Ministério da Saúde orienta a procura por atendimento médico em caso de lesões na pele associadas a febre ou ínguas, contato próximo com casos suspeitos ou confirmados, ou para grupos com maior risco de complicações, como pessoas vivendo com HIV/aids, gestantes, transplantados, pacientes oncológicos, crianças e idosos.
Combate ao Estigma e Discriminação
A OMS alerta que o estigma e a discriminação associados à Mpox podem prejudicar os esforços de saúde pública e prolongar surtos. A organização destaca que, historicamente, o estigma tem sido direcionado a comunidades específicas, como homens que fazem sexo com homens, pessoas trans e comunidades com diversidade de gênero, o que pode levar à relutância em buscar atendimento médico.
Matérias originais
- Mpox em alta no Rio: saiba sinais e formas de transmissão da doença · veja.abril.com.br


