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Rico de Souza relembra início do surf no Brasil e sua primeira prancha

04 de novembro de 2026
Rico de Souza relembra início do surf no Brasil e sua primeira prancha

Destaques

  • •O surfista Rico de Souza narra suas memórias sobre o início do esporte no Brasil na década de 1960.
  • •Ele detalha as dificuldades enfrentadas, como a falta de equipamentos adequados e a poluição das praias cariocas.
  • •A matéria destaca a paixão de Rico pela modalidade, que o levou a comprar sua primeira prancha de madeirite em 1964.

O surfista Rico de Souza compartilhou suas memórias sobre os primórdios do surf no Brasil, especialmente na década de 1960, quando o esporte era pouco conhecido e enfrentava preconceitos. Ele descreve o sonho de infância de ter sua própria prancha, a dificuldade em obter informações e equipamentos, e a resistência de seus pais à prática, vista por muitos como um passatempo de "cabeludos e desocupados".

A jornada de Rico para conquistar sua primeira prancha começou com muito esforço e economia. Ele conta que juntou dinheiro através de rifas e venda de objetos para, em 1964, conseguir comprar uma prancha de madeirite em uma serraria no Arpoador. A aquisição representou a realização de um sonho de infância e o início de uma vida dedicada ao surf.

As dificuldades do surf nos anos 60

Surfar com a primeira prancha de madeirite não era tarefa fácil. Rico de Souza relata que o equipamento tinha pouca flutuação, exigindo que ele remasse com uma mão enquanto segurava a prancha com a outra para entrar no mar. O uso de apenas um pé de pato, na perna traseira, também dificultava o equilíbrio ao tentar ficar de pé. Ele menciona amigos como Serginho, Ratinho do Leblon, Ricardo Faquir, Estrela, Carlos Mudinho e Geraldinho, alguns já com pranchas de fibra de vidro, com quem dividia as ondas no Pontão do Leblon.

Além dos desafios com o equipamento, as condições do mar eram precárias. As praias cariocas sofriam com a poluição, incluindo esgoto e despejo de óleo e piche por navios, que manchavam a pele dos surfistas. Apesar do cenário desfavorável, a paixão de Rico pelo surf nunca diminuiu, e o Leblon se tornou seu principal ponto de encontro e palco para construir sua história com o esporte.

O legado e a paixão pelo surf

A primeira prancha de madeirite, comprada com tanto sacrifício, simbolizou para Rico de Souza muito mais do que a realização de um desejo infantil. Ela marcou o ponto de partida para uma trajetória de dedicação ao surf, esporte que ele ajudou a popularizar no Brasil. A história de Rico é um testemunho da perseverança e do amor pelo mar e pela modalidade, mesmo diante de adversidades significativas.

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