Riachuelo: Lucro em 2026 e a aposta em 'moda brasileira' contra o 'imposto chinês'

Destaques
- •Riachuelo registra o primeiro lucro em um primeiro trimestre em seis anos, impulsionado pela produção local e moda brasileira.
- •A empresa acumula 11 trimestres seguidos de crescimento, com vendas SSS em vestuário de 10,1% e margem bruta de quase 55%.
- •A estratégia inclui a fábrica própria, projeto Fast Response para agilidade, e colaborações com nomes da moda, buscando se posicionar como empresa de moda, não apenas varejista.
A Riachuelo deu um respiro em 2026, apresentando o primeiro lucro em um primeiro trimestre em seis anos: R$ 5 milhões. O segredo? Uma aposta ainda maior na produção local e na moda brasileira, enfrentando os desafios de consumidor endividado e concorrência acirrada.
A empresa acumula 11 trimestres seguidos de crescimento, com vendas em lojas com mais de um ano de operação (SSS) de 10,1% no vestuário e margem bruta de quase 55%. O Ebitda do segmento de varejo de moda bateu R$ 135 milhões, o melhor resultado histórico para um primeiro trimestre.
A estratégia para driblar a dependência de apostas prévias e a imprevisibilidade climática envolve o projeto Fast Response, que permite produção sob demanda na fábrica própria no Rio Grande do Norte. Paralelamente, a Riachuelo investe em colaborações com estilistas e novos formatos de loja, buscando se firmar como uma empresa de moda, não apenas um varejista.
Enquanto isso, o setor varejista de moda se une contra a chamada “taxa da blusinha”, alertando para uma “assimetria tributária” que, segundo eles, beneficia importações chinesas em detrimento da produção nacional. A Riachuelo, com sua cadeia integrada, se diz preparada para enfrentar um cenário mais adverso, mesmo com a discussão tributária em alta. 💰




