Rede D'Or: Cirurgias complexas pesam na margem, mas CEO vê futuro promissor

Destaques
- •Rede D'Or reporta quarto trimestre abaixo das expectativas, com EBITDA ajustado 4% menor que o projetado.
- •Aumento de custos com materiais e medicamentos impacta margem hospitalar, apesar do crescimento da receita.
- •CEO Paulo Moll defende estratégia de foco em procedimentos complexos, visando lucro a longo prazo.
A Rede D'Or abriu o pregão em queda após divulgar um resultado do quarto trimestre que não agradou o mercado. Apesar da receita líquida ter vindo em linha com o esperado, crescendo 11,2% para R$ 14,5 bilhões, as despesas acima do previsto pressionaram o EBITDA ajustado.
O lucro líquido também veio abaixo do consenso, especialmente ao ajustar pela venda da GSH. A margem EBITDA do segmento de hospitais registrou 22%, abaixo das projeções de analistas que esperavam algo em torno de 23,1% a 23,2%.
A explicação para a margem menor passa por uma mudança no mix de procedimentos, com mais cirurgias complexas e transplantes, que demandam mais insumos.
Mas nem tudo é notícia ruim. O CEO Paulo Moll defende a estratégia, argumentando que o foco em procedimentos de maior complexidade, que elevam o tíquete médio, é crucial para o lucro futuro. Ele acredita que otimizar a margem percentual pode sacrificar o lucro recorrente a longo prazo.
A SulAmérica também trouxe seus pontos, com melhora na sinistralidade, mas desaceleração no crescimento do tíquete médio e aumento em despesas com contingências. A CEO Raquel Reis ressaltou o foco em modelos como o reembolso modular para viabilizar reajustes menores.
Apesar do susto inicial, a ação da Rede D'Or, que vale R$ 93 bilhões, já havia subido 45% nos últimos doze meses. 📈




