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Rebeca Andrade é tricampeã mundial no salto; Flávia Saraiva leva bronze na trave

26 de outubro de 2026
Rebeca Andrade é tricampeã mundial no salto; Flávia Saraiva leva bronze na trave

Destaques

  • •Rebeca Andrade conquistou o tricampeonato mundial no salto, consolidando sua posição como uma das principais atletas da ginástica artística.
  • •Flávia Saraiva garantiu a medalha de bronze na trave, demonstrando a força da equipe feminina brasileira em competições internacionais.
  • •O desempenho positivo da equipe feminina contrasta com o cenário preocupante da equipe masculina, que busca a classificação para as Olimpíadas de 2028.

A ginasta brasileira Rebeca Andrade conquistou o tricampeonato mundial no salto sobre a mesa no Mundial de ginástica artística em Roterdã. Aos 27 anos, a campeã olímpica demonstrou precisão e força, superando a concorrência com notas consistentemente acima de 9,300 na execução. Este título reforça o planejamento de longo prazo da atleta, focado em sua evolução gradual até as Olimpíadas de Los Angeles 2028.

Além do ouro no salto, Rebeca Andrade também se apresentou na trave e planeja retornar às barras assimétricas em 2027, visando fortalecer a equipe brasileira na busca por vagas olímpicas no Mundial de Chengdu. Sua performance no salto, com potencial para executar movimentos de maior dificuldade como o Cheng e o Amanar, a coloca como forte candidata a medalhas, dependendo também do retorno de atletas como Simone Biles.

Evolução e conquistas da equipe feminina

A equipe feminina do Brasil mostrou um desempenho notável no Mundial, garantindo a quinta posição por equipes, um avanço em relação ao ano anterior. Cinco ginastas brasileiras alcançaram finais individuais, um feito significativo comparado à participação do ano passado. A expectativa é de crescimento contínuo para a equipe, com potencial para brigar por pódios em futuras competições.

Flávia Saraiva, aos 27 anos, conquistou a medalha de bronze na trave, demonstrando grande consistência no aparelho, apesar de um desconforto muscular. Sua performance foi crucial, especialmente em momentos decisivos como a classificatória e a final. Outras atletas como Lorrane Oliveira e Thais Fidelis também tiveram retornos importantes, com destaque para a volta de Lorrane ao individual geral após 11 anos e a execução firme de Thais em diversas séries.

A equipe também contou com a participação de Sophia Weisberg, que apresentou um bom salto na final por equipes, e a expectativa de retorno de medalhistas olímpicas como Julia Soares, que lidou com lesões. Nomes como Gabriela Bouças e Carolyne Pedro também são considerados para futuras formações.

Preocupação com a equipe masculina

Em contrapartida ao sucesso feminino, a equipe masculina de ginástica artística do Brasil enfrenta um cenário preocupante. O time terminou na 19ª colocação, distante da zona de classificação para as Olimpíadas de Los Angeles 2028, e nenhum atleta brasileiro avançou para as finais individuais. Esta situação se assemelha ao desempenho no Mundial de 2010, também em Roterdã.

Atletas como Diogo Soares e Caio Souza, que haviam alcançado finais em competições anteriores, tiveram seus desempenhos afetados por falhas e lesões. Diogo Soares não teve uma temporada forte, enquanto Caio Souza sofreu uma ruptura no bíceps, o que o tirou do Mundial. A recuperação e boa forma desses ginastas são essenciais para a equipe tentar a vaga olímpica, que escapou por pouco para Paris 2024.

Arthur Nory, medalhista olímpico, sofreu um incidente na barra fixa, batendo o rosto no aparelho e precisando abandonar a competição. Apesar de sua experiência, os pontos fracos do Brasil, como cavalo com alças e argolas, também são áreas de dificuldade para Nory. A evolução nesses aparelhos é vista como chave para a classificação da equipe completa, como ocorreu em edições passadas dos Jogos Olímpicos.

Caso a classificação por equipes não se concretize, o Brasil ainda pode garantir até três vagas individuais. No entanto, os resultados do Mundial de Roterdã indicam a necessidade de evolução para que os ginastas brasileiros possam competir por essas posições, enquanto as mulheres miram medalhas, os homens lutam pela classificação olímpica.

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