Rebeca Andrade é tricampeã mundial de salto; Flávia Saraiva leva bronze

Destaques
- •Rebeca Andrade conquistou o ouro no salto no Mundial de Roterdã, tornando-se a primeira brasileira tricampeã mundial da modalidade.
- •Flávia Saraiva garantiu a medalha de bronze na trave, somando sua terceira medalha em mundiais.
- •A equipe brasileira feminina terminou em 5º lugar por equipes, garantindo classificação para o próximo Mundial e mirando os Jogos de Los Angeles 2028.
A ginasta brasileira Rebeca Andrade conquistou o tricampeonato mundial no salto no Mundial de Roterdã, na Holanda, no sábado, 24 de outubro. Ela obteve a média de 14,466 pontos, superando as americanas Claire Pease e Skye Blakely. Este feito a torna a segunda atleta na história da ginástica a alcançar três títulos mundiais no salto, igualando a chinesa Cheng Fei, e eleva seu total a dez medalhas em Mundiais, integrando o grupo das dez maiores medalhistas.
Rebeca Andrade consolida legado no salto
Aos 27 anos, Rebeca Andrade demonstrou controle e serenidade na competição. Após um período de "destreinamento ativo" em 2025 para recuperação física e mental, ela retornou aos treinos no início de 2026. Embora não tenha apresentado seus saltos mais complexos como o Cheng e o Amanar, executou com maestria um Lopez e um Yurchenko com dupla pirueta. A ginasta planeja retomar as competições nas barras assimétricas em 2027, visando uma medalha olímpica neste aparelho, que seria um diferencial para a pontuação da equipe brasileira na busca por vagas olímpicas.
A atleta reafirmou sua decisão de não competir mais no solo, aparelho que a desgasta fisicamente. Ela destacou a importância do apoio de seu treinador, Francisco Porath, que compreende suas limitações e prioriza sua saúde.
Flávia Saraiva e equipe brasileira somam medalhas e experiência
No domingo, 25 de outubro, Flávia Saraiva conquistou a medalha de bronze na trave, com 14,300 pontos, ficando atrás da argelina Kaylia Nemour (ouro) e da chinesa Ke Quinquin (prata). Esta foi a terceira medalha de Flávia em mundiais, somando-se às de prata por equipes e bronze no solo em 2023.
A seleção feminina terminou em quinto lugar na disputa por equipes, resultado considerado positivo pela Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) e que garantiu a classificação para o próximo Mundial, em Chengdu. O presidente da CBG, Henrique Motta, ressaltou a importância de se manter no topo do esporte, destacando que o evento serviu como termômetro para ajustes no planejamento para 2027, ano crucial para a obtenção de vagas olímpicas.
A chefe de delegação, Juliana Fajardo, celebrou o fato de as atletas terem terminado a competição "inteiras", sem lesões, e enfatizou o trabalho humanizado e integrado com o Comitê Olímpico do Brasil (COB) como diferencial para a constância dos resultados.
Próximos passos e planejamento para 2027
O calendário de Rebeca Andrade não prevê mais competições em 2026, focando em treinamentos para a temporada de 2027. A ginasta expressou orgulho e a vontade de continuar evoluindo. A equipe brasileira mira agora os Jogos Pan-Americanos e o próximo Mundial, antes das Olimpíadas de Los Angeles, em 2028.
O Mundial também serviu para dar experiência a ginastas mais jovens, como a estreante Sophia Weisberg, de 16 anos. A comissão técnica avalia o cenário competitivo, identifica pontos de melhoria e ajusta estratégias, com foco no desenvolvimento da equipe masculina, que não obteve classificação para finais individuais.



