Raízen em Apuros: Credores Exigem Resgate e Acionistas Discutem Plano de R$ 5 Bilhões
Destaques
- •Detentores de títulos e bancos credores da Raízen pedem injeção de capital 'substancial e significativa'.
- •Proposta de acionistas (Cosan e Shell) prevê R$ 5 bilhões, considerada insuficiente pelos credores.
- •Credores argumentam que Cosan e Shell têm caixa para injetar até R$ 12 bilhões e defendem reestruturação sem pressa.
A Raízen, gigante do açúcar e etanol, está no centro de uma crise de liquidez que mobilizou seus credores. Bancos como Santander, Bradesco e Itaú, junto a detentores de títulos da dívida externa, enviaram cartas aos acionistas Cosan e Shell exigindo uma injeção de capital urgente e expressiva na companhia.
A situação é crítica: altas taxas de juros, safras ruins e investimentos que não deram o retorno esperado pressionam a empresa, que já teve sua nota de crédito rebaixada e seus títulos desvalorizados.
A proposta em discussão, que envolve a Shell e a Cosan, prevê uma injeção de R$ 5 bilhões, além de uma possível participação do BTG Pactual no negócio de distribuição. No entanto, os credores acham o valor irrisório, apontando que a necessidade real gira em torno de R$ 20 a R$ 25 bilhões.
Eles argumentam que os acionistas têm caixa para injetar até R$ 12 bilhões, considerando os dividendos recebidos nos últimos dez anos, e defendem uma reestruturação mais ponderada, sem pressa, para evitar que credores fiquem presos a ativos menos rentáveis.
A venda de ativos, como uma refinaria e postos na Argentina por cerca de US$ 1 bilhão, também está em jogo para completar a capitalização. A briga é grande, e a Shell, em particular, estaria resistindo à ideia de dividir a Raízen às pressas. 📉




