Racismo na Copa: Abuso online dispara 13x e vira crise global

Destaques
- •Mais de 89 mil posts ofensivos na fase de grupos da Copa de 2026, um salto de 13 vezes.
- •Abuso racial representa 11% das mensagens ofensivas detectadas pela Fifa.
- •Jogadores e torcedores sofrem ataques online e presenciais, refletindo tendências sociais.
A Copa do Mundo de 2026 está sendo marcada não só pelos jogos, mas por um surto alarmante de racismo e abuso. A Fifa registrou mais de 89 mil posts ofensivos só na fase de grupos, um aumento de 13 vezes em relação a 2022.
O abuso racial, em particular, saltou para 11% do total de mensagens ofensivas. Incidentes como os comentários racistas direcionados a Kylian Mbappé e ataques a jogadores de Holanda, Argentina e Egito mostram que o problema vai além de casos isolados.
A situação é tão grave que o sindicato mundial de jogadores, Fifpro, alertou para um "padrão crescente de abuso", tanto online quanto presencial. Especialistas apontam que as redes sociais se tornaram um novo campo fértil para o racismo, amplificando o anonimato e a polarização.
Acredita-se que esses ataques, que incluem desde emojis de macaco até ameaças de morte e imagens de grupos de ódio, refletem tendências mais amplas da sociedade. A tecnologia, como o deepfake, ainda pode criar novas formas de desinformação racista.
A falta de sanções mais severas por parte das autoridades futebolísticas é criticada, com pedidos por prisões e até eliminação de países de competições se o controle dos torcedores não for garantido. O impacto na saúde mental e na vida dos atletas é profundo, mostrando que o racismo no futebol é um reflexo do racismo sistêmico global 📉.


