R$ 19,6 milhões em projeto esportivo que virou meme: CGU aponta superfaturamento e desperdício

Destaques
- •Programa 'DNA do Brasil Talentos' do governo Bolsonaro é alvo de auditoria da CGU.
- •Superfaturamento de R$ 1,3 milhão identificado em contrato.
- •Materiais esportivos foram adquiridos com sobrepreço e entregues sem critério ou em locais inadequados.
Parece que nem tudo que reluz é ouro no universo dos programas sociais. Um projeto esportivo anunciado com pompa e circunstância em 2022, durante o governo Jair Bolsonaro, acabou se tornando um caso de desperdício de dinheiro público. A Controladoria-Geral da União (CGU) jogou luz sobre o programa DNA do Brasil Talentos, executado no Tocantins, e os resultados não foram nada animadores.
A auditoria da CGU revelou um cenário de falta de planejamento e superfaturamento. A análise apontou que materiais esportivos foram comprados por valores muito acima do mercado – um equipamento, por exemplo, custou mais que o dobro do preço de referência. Pior ainda: redes de vôlei foram entregues a escolas sem quadras e kits de uniforme prometidos sequer chegaram aos alunos. O aplicativo do programa, idealizado para crianças de baixa renda, também se mostrou um desperdício, já que muitos estudantes não tinham acesso à internet.
E a conta final desse amadorismo? Um superfaturamento de R$ 1,3 milhão no contrato de R$ 19,6 milhões firmado com o Instituto para o Desenvolvimento da Criança e do Adolescente pela Cultura, Esporte e Educação (Idecace). A atual ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, decidiu pela reprovação das contas em 2024, selando o destino de uma iniciativa que prometia identificar talentos, mas entregou apenas dor de cabeça e gastos desnecessários.


