Presidentes do Brasil: Conheça os times de futebol de cada líder

Destaques
- •Lista revela as preferências clubísticas de presidentes brasileiros desde Getúlio Vargas.
- •Alguns presidentes tiveram envolvimento direto com seus clubes, como apoio à construção de estádios ou concessão de terrenos.
- •A matéria detalha as paixões futebolísticas de figuras históricas e atuais da política brasileira.
A relação entre a política e o futebol no Brasil se estende por toda a história republicana, com diversos presidentes declarando abertamente seus times de coração. Desde Getúlio Vargas, que nutria paixão pelo Grêmio e auxiliou na construção do Estádio Olímpico, até os dias atuais, a preferência clubística de líderes políticos tem sido um tema de interesse público.
O futebol foi introduzido no Brasil em 1894, pouco depois da Proclamação da República em 1889. A lista de presidentes e seus times inclui figuras como Eurico Gaspar Dutra (Flamengo), Café Filho (Alecrim-RN), Juscelino Kubitschek (Cruzeiro), Jânio Quadros (Corinthians), João Goulart (Internacional), Emílio Garrastazu Médici (Grêmio e Flamengo), Ernesto Geisel (Botafogo e Vasco), João Figueiredo (Grêmio e Fluminense), Tancredo Neves (América-MG), José Sarney (Sampaio Corrêa e Flamengo), Fernando Collor (CSA), Fernando Henrique Cardoso (Corinthians e Fluminense), Lula (Corinthians, Vasco, Cruzeiro e Náutico), Dilma Rousseff (Atlético-MG e Internacional) e Michel Temer (São Paulo). O atual presidente, Jair Bolsonaro, declara torcer para o Palmeiras, embora já tenha posado com camisas de outros clubes e declarado torcida pelo Flamengo em uma final de Libertadores.
Envolvimento direto com os clubes
Alguns presidentes tiveram um papel mais ativo na vida de seus clubes. Jânio Quadros, como prefeito de São Paulo, concedeu o terreno para a construção da Neo Química Arena ao Corinthians. Getúlio Vargas liberou recursos para a finalização do Estádio Olímpico do Grêmio. Eurico Gaspar Dutra contribuiu para a ampliação da sede do Flamengo antes mesmo de assumir a presidência.
Juscelino Kubitschek deu nome ao primeiro estádio do Cruzeiro. Fernando Collor chegou a presidir o CSA e contratou Garrincha para amistosos. Dilma Rousseff parabenizou o Atlético-MG pela conquista da Libertadores.
Paixões declaradas e curiosidades
A lista abrange diferentes épocas e ideologias políticas. Getúlio Vargas, que governou por mais de 18 anos, era um gremista declarado. Café Filho é o único ex-jogador de futebol a se tornar presidente do Brasil, tendo sido goleiro do Alecrim-RN. João Goulart, o Jango, chegou a jogar nas categorias de base do Internacional.
Emílio Garrastazu Médici, presidente durante a ditadura militar, era originalmente gremista, mas passou a declarar torcida pelo Flamengo ao assumir a presidência. Ernesto Geisel, também militar, era botafoguense e recebeu o título de presidente de honra do Vasco. João Figueiredo, último presidente da ditadura, era torcedor do Grêmio e do Fluminense.
Tancredo Neves, que não chegou a assumir o cargo, declarava torcer pelo América-MG, mas com admiração por outros clubes mineiros. José Sarney, maranhense, torce para o Sampaio Corrêa e também para o Flamengo. Fernando Henrique Cardoso, criador do Plano Real, era corintiano e simpatizante do Fluminense.
Lula, atual presidente, é corintiano assumido e já declarou simpatia por Vasco, Cruzeiro e Náutico. Dilma Rousseff, sua sucessora, é torcedora do Atlético-MG e demonstra simpatia pelo Internacional. Michel Temer se declara torcedor do São Paulo, mas cometeu gafes ao errar o nome do Corinthians.
O que vem a seguir
A relação entre futebol e política continua a ser um elemento presente na cultura brasileira, com a torcida de presidentes e governadores sendo frequentemente noticiada e comentada, especialmente em períodos eleitorais e durante grandes competições esportivas.



