Prazo apertado para qualidade de dados no setor financeiro: adequação superficial ou revolução?
Destaques
- •Novas regras do CMN e BCB exigem política formal de qualidade de informações até 31/12/2026.
- •Instituições financeiras podem ter dificuldade em implementar a política de forma sustentável.
- •A adequação superficial focada em documentos é um risco; governança de dados robusta é o desafio.
O Conselho Monetário Nacional e o Banco Central apertaram o cerco: até 31 de dezembro de 2026, todas as instituições financeiras precisam ter uma política formal de qualidade de informações implementada.
O problema é que, para muitas, o prazo parece curto demais para ir além da burocracia. A criação de documentos e a definição de responsabilidades podem até sair, mas transformar isso em uma operação contínua e sustentável é o verdadeiro desafio.
Isso porque a qualidade de dados exige uma governança de dados estruturada, com processos claros e maturidade para coordenar diversas áreas.
A preocupação é que o foco acabe sendo apenas na conformidade documental, sem que as instituições realmente entendam a origem dos dados, tratem as causas dos problemas ou garantam a rastreabilidade.
Um levantamento recente mostrou que a maturidade das organizações brasileiras em gestão estratégica de dados ainda está entre os níveis Reativo e Inicial. Mesmo bancos e fintechs, conhecidos por investir em tecnologia, ainda pecam na governança.
Será que um prazo único é o melhor caminho, ou seria mais eficaz um cronograma com marcos progressivos? A ideia é garantir que a resolução seja implementada de forma consistente e que a qualidade de dados se torne uma capacidade permanente, e não apenas uma exigência formal. Afinal, mudar a cultura de uma organização em tão pouco tempo é uma tarefa árdua. 📉

