PF deflagra Operação Exchange contra lavagem de dinheiro, mas sanções dos EUA complicam o jogo

Destaques
- •Operação Exchange da PF mira organização criminosa suspeita de lavar dinheiro do tráfico internacional de drogas.
- •Sanções dos EUA contra suspeitos ligados ao PCC dificultam a ação policial brasileira, segundo investigadores.
- •Ministro da Fazenda defende que combate ao crime organizado no Brasil deve ser responsabilidade das instituições nacionais.
A Polícia Federal lançou a Operação Exchange nesta sexta-feira (03/07) para desmantelar uma rede criminosa suspeita de lavar dinheiro do tráfico internacional de drogas. O problema? As sanções impostas pelos Estados Unidos contra indivíduos ligados ao PCC podem ter dado um nó na investigação.
Investigadores apontam que, após as sanções americanas, os alvos da operação reforçaram as táticas para fugir da ação policial. Um dos principais suspeitos, Victor Shimada, que já tinha mandado de prisão desde junho, segue foragido, dificultando o trabalho da PF.
O Ministro da Fazenda, Dário Durigan, já se manifestou, defendendo que a segurança pública e o combate ao crime organizado no Brasil são responsabilidades exclusivas das instituições brasileiras, como a PF e o Coaf.
A declaração ecoa um debate crescente sobre a interferência de autoridades dos EUA em investigações nacionais. Enquanto Washington aperta o cerco financeiro, com sanções que incluem bloqueio de bens e proibição de transações, os investigadores brasileiros ressaltam a importância da coordenação interna.
Shimada e outros alvos, como Stella Stefanie de Oliveira e a empresa Victory Trading, foram incluídos na lista de sanções do Ofac, órgão do Tesouro dos EUA. A suspeita é que eles movimentaram mais de US$ 30 milhões em lavagem de dinheiro, usando criptomoedas. A defesa de Shimada nega veementemente qualquer envolvimento. 📉




