Petróleo venezuelano: Acordo com EUA gera polêmica e desconfiança
Destaques
- •Produção de petróleo da Venezuela atinge o maior patamar desde 2019.
- •Acordo com os EUA permite exploração de 65 bilhões de barris, mas levanta preocupações sobre o controle dos recursos.
- •Especialistas alertam para o risco de o capital internacional ditar as regras, enquanto fundos seguem retidos sob controle americano.
A Venezuela, dona das maiores reservas de petróleo do mundo, vê sua indústria energética dar sinais de recuperação. Graças a acordos com os Estados Unidos, a produção saltou de 900 mil para mais de 1,2 milhão de barris diários, o maior volume desde 2019.
O pacto entre Caracas e Washington abriu as portas para a exploração de 65 bilhões de barris por empresas estrangeiras. Contudo, a Ordem Executiva 14373 do Departamento do Tesouro dos EUA mantém as receitas derivadas dessas vendas retidas em contas custodiadas por Washington, exigindo licença especial para repasse.
A situação gera preocupação entre especialistas venezuelanos.
O economista Carlos Mendoza Potella alerta que a parceria sob essas condições pode significar livre acesso do capital internacional para ditar suas próprias regras na exploração petrolífera e mineradora. Luis Britto Garcia, escritor premiado, classificou o acordo como “o pior acordo petrolífero da história”, argumentando que, embora os bens sejam reconhecidos como venezuelanos, a impossibilidade de uso e disposição dos fundos retira a propriedade real. Relatos indicam que os US$ 13 bilhões arrecadados no primeiro semestre de 2026 não foram repassados, com especulações de que Trump estaria usando os recursos como forma de pressão. 💰

