Petróleo taxado de novo: Brasil acende alerta para investidores

Destaques
- •Governo brasileiro reimposta taxa de exportação de petróleo, gerando incertezas para investimentos.
- •Medida visa conter alta dos combustíveis, mas especialistas alertam para competitividade e risco.
- •Setor produtivo e independentes criticam intervencionismo e pedem estabilidade para atrair capital.
O governo brasileiro voltou a mexer no bolso do setor de petróleo, desta vez com uma taxa temporária de 12% sobre as exportações. A jogada, que já rolou em 2023 por quatro meses, acendeu a luz amarela para quem pensa em investir pesado no Brasil.
A ideia é usar a grana extra para bancar a redução do preço do diesel e evitar que a alta do barril no exterior, turbinada pelas tensões no Oriente Médio, pese no bolso do consumidor. Mas a conta pode não fechar: analistas da XP calculam um rombo fiscal de até R$ 15,9 bilhões, enquanto a arrecadação extra ficaria em R$ 12,9 bilhões.
A volta da taxação, mesmo que temporária, gera um sinal de insegurança para o mercado, que já anda meio volátil com o preço do petróleo. A percepção de risco sobe, e projetos, especialmente os de campos maduros ou de economicidade marginal, podem perder fôlego. Quem vive de explorar o 'ouro negro' por aqui, como a ABPIP, já reclama do intervencionismo e pede um ambiente mais estável para atrair os investimentos que o país tanto precisa para depois de 2030.
E pra piorar, nem as grandes petroleiras, como Petrobras, Shell e TotalEnergies, foram consultadas antes da decisão. O resultado? Um clima de 'pega de surpresa' que pode frear a entrada de novos players e afastar quem já está na pista. 📉




