Petróleo abaixo de US$ 80: Irã e EUA firmam trégua, mas mercado sente os efeitos da guerra

Destaques
- •Acordo entre Irã e EUA visa aliviar tensões e reabrir o Estreito de Ormuz.
- •Apesar do acordo, o mercado de petróleo e outras commodities essenciais deve permanecer apertado por semanas ou meses.
- •A normalização completa do tráfego e da produção pode levar de quatro a seis meses, com custos de reparo estimados em US$ 58 bilhões.
A paz chegou ao Oriente Médio! O presidente Donald Trump assinou um acordo que encerra a guerra com o Irã, e os preços do petróleo já sentiram o alívio, negociando abaixo de US$ 80 por barril. A expectativa é de que uma das maiores interrupções no fornecimento de petróleo das últimas décadas chegue ao fim.
Mas calma lá, o mercado de matérias-primas essenciais para a economia global não vai voltar ao normal da noite para o dia. Executivos e traders alertam que o aperto no fornecimento deve continuar por semanas, talvez meses.
Isso porque navios precisam ser reposicionados, infraestruturas danificadas precisam de reparos e os estoques esgotados terão que ser reconstruídos. O acordo, que prevê a reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã após a suspensão das sanções americanas sobre suas vendas de petróleo, funcionará mais como uma válvula de alívio gradual.
A normalização completa pode levar meses, segundo especialistas. A principal preocupação ainda são as minas navais, o que mantém os navios próximos às costas do Irã e de Omã. Os EUA iniciaram a retirada do bloqueio naval, que deve ser concluída em até 30 dias.
A volta da produção de petróleo aos níveis pré-guerra pode levar de quatro a seis meses, com os reparos na infraestrutura energética custando pelo menos US$ 58 bilhões. Os estoques globais caíram cerca de 350 milhões de barris entre março e maio. 📉




