Petrobras: Guerra no Oriente Médio pode turbinar lucros e dividendos
Destaques
- •Alta do petróleo acima de US$ 80 impulsiona ações da Petrobras.
- •Ebitda pode saltar de US$ 10,6 bi para US$ 14 bi no 4º trimestre.
- •Geração de caixa e dividendos também devem subir significativamente.
A escalada no Oriente Médio mudou o jogo para o petróleo, e a Petrobras já sente os reflexos. Com o barril Brent disparando para mais de US$ 80, os resultados da estatal no quarto trimestre podem ser bem mais animadores do que o previsto.
Analistas projetam um salto no Ebitda, saindo de uma estimativa de US$ 10,6 bilhões para cerca de US$ 14 bilhões. A geração de caixa também deve acompanhar, passando de US$ 8,6 bilhões para US$ 11,4 bilhões.
Mas não para por aí: os dividendos, que já eram esperados em US$ 1 bilhão, podem chegar a US$ 1,5 bilhão, um belo acréscimo para os acionistas.
Essa alta nos preços do petróleo, aliada a uma produção recorde e alta utilização das refinarias, fortalece os fundamentos da companhia, que conta com uma das menores estruturas de custos do setor globalmente.
O cenário, no entanto, pressiona por reajustes nos combustíveis. O presidente da Refina Brasil, Evaristo Pinheiro, alertou que manter os preços abaixo da paridade internacional pode gerar prejuízos para a estatal e para as refinarias privadas, com o risco de impacto inflacionário.




