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Pesquisa da UFRJ investiga papel da membrana celular em doenças priônicas

17 de outubro de 2026

Destaques

  • •Estudo da UFRJ sugere que a membrana celular influencia a arquitetura de agregados proteicos em doenças priônicas.
  • •A pesquisa utilizou vesículas lipídicas e variou a temperatura para simular diferentes estados da membrana.
  • •O achado pode abrir novas frentes de investigação para doenças como Alzheimer e Parkinson.

Uma nova pesquisa do Laboratório NB3 para o Diagnóstico e Desenvolvimento de Estratégias Terapêuticas para Doenças Infecciosas, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), traz uma nova perspectiva sobre as doenças priônicas, como a Creutzfeldt-Jakob (DCJ). O estudo investiga o papel da membrana celular na forma como a proteína prion muda de estrutura.

Tradicionalmente, a ciência focava em mutações na própria proteína. Agora, os pesquisadores da UFRJ exploram como o ambiente da membrana, onde a proteína prion se ancora, pode influenciar a arquitetura dos agregados formados. Eles observaram que, mesmo com a mesma proteína e quantidade, a estrutura final dos agregados variava dependendo da organização da membrana simulada.

Essa descoberta é crucial porque doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson também envolvem o acúmulo de proteínas. A pesquisa sugere que a diversidade de quadros clínicos nessas doenças pode estar ligada às diferentes arquiteturas de agregados proteicos, influenciadas pelo ambiente celular.

O estudo, publicado originalmente pela The Conversation, abre caminho para questionar não apenas o que a proteína faz, mas também onde ela está quando isso acontece, mudando o foco da investigação para a interação proteína-membrana.

Fontes

https://www.poder360.com.br/feed/

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