Pesquisa da UFRJ investiga papel da membrana celular em doenças priônicas
Destaques
- •Estudo da UFRJ sugere que a membrana celular influencia a arquitetura de agregados proteicos em doenças priônicas.
- •A pesquisa utilizou vesículas lipídicas e variou a temperatura para simular diferentes estados da membrana.
- •O achado pode abrir novas frentes de investigação para doenças como Alzheimer e Parkinson.
Uma nova pesquisa do Laboratório NB3 para o Diagnóstico e Desenvolvimento de Estratégias Terapêuticas para Doenças Infecciosas, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), traz uma nova perspectiva sobre as doenças priônicas, como a Creutzfeldt-Jakob (DCJ). O estudo investiga o papel da membrana celular na forma como a proteína prion muda de estrutura.
Tradicionalmente, a ciência focava em mutações na própria proteína. Agora, os pesquisadores da UFRJ exploram como o ambiente da membrana, onde a proteína prion se ancora, pode influenciar a arquitetura dos agregados formados. Eles observaram que, mesmo com a mesma proteína e quantidade, a estrutura final dos agregados variava dependendo da organização da membrana simulada.
Essa descoberta é crucial porque doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson também envolvem o acúmulo de proteínas. A pesquisa sugere que a diversidade de quadros clínicos nessas doenças pode estar ligada às diferentes arquiteturas de agregados proteicos, influenciadas pelo ambiente celular.
O estudo, publicado originalmente pela The Conversation, abre caminho para questionar não apenas o que a proteína faz, mas também onde ela está quando isso acontece, mudando o foco da investigação para a interação proteína-membrana.



