Peru em Risco: Eleição Presidencial Reflete Crise Política Crônica e Promessas Vazias

Destaques
- •Peru se prepara para eleições presidenciais com 35 candidatos, refletindo instabilidade política histórica.
- •Crise marcada por sucessão de presidentes, repressão e escândalos de corrupção.
- •Candidatos apostam em discursos populistas com propostas irrealistas para atrair eleitores fragmentados.
Em duas semanas, o Peru vai às urnas para eleger seu próximo presidente, mas o cenário é de incerteza e desilusão. Com 35 candidatos na disputa, a maioria sem mais de 5% nas pesquisas, o país vive uma crise política crônica, marcada por uma rápida sucessão de líderes e uma profunda desconfiança na classe política.
A instabilidade é histórica: oito presidentes em dez anos. O último, Pedro Castillo, foi deposto após tentar mudar a constituição, e sua sucessora, Dina Boluarte, enfrenta investigações por repressão violenta a manifestações e escândalos de corrupção.
A fragmentação política se reflete em propostas eleitorais, onde quase 85% são consideradas "ilusões" sem base real de implementação, segundo o IDIS.
Apesar da fragmentação, nomes como Keiko Fujimori (direita, 11%) e Rafael López Aliaga (direita, 9%) despontam, seguidos pelo humorista Carlos Álvarez (7%). A maioria aposta em discursos populistas e linha-dura contra o crime, enquanto candidatos moderados e de esquerda lutam por espaço.
Com um terço do eleitorado ainda indeciso, a volatilidade é alta e o Peru se prepara para mais um capítulo de incertezas, onde elites usam o cansaço popular para manter o controle. 📉




