Peru em polvorosa: candidato acusa fraude eleitoral e ameaça não reconhecer vitória

Destaques
- •Candidato Roberto Sánchez alega irregularidades na contagem de votos do exterior.
- •Keiko Fujimori lidera por margem mínima, com 250 urnas ainda a serem apuradas.
- •Próxima manifestação nacional convocada para o sábado, em meio a tensões políticas.
O candidato presidencial peruano Roberto Sánchez, da coalizão Juntos Pelo Peru, soltou o verbo e disse que não vai reconhecer uma possível vitória de Keiko Fujimori no segundo turno das eleições. Ele alega que o Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) cometeu um erro ao alterar a contagem de votos do exterior.
Sánchez afirma que ninguém pode mudar as regras do jogo depois que a partida começa e que essa manobra favoreceu a candidata de extrema direita. Ele não pede a anulação do pleito, mas sim uma recontagem transparente dos votos vindos do exterior, especialmente dos Estados Unidos, onde ele suspeita de inflação de votos para Fujimori.
A disputa está acirradíssima: Keiko Fujimori tem 50,11% contra 49,89% de Sánchez, uma diferença de apenas 40 mil votos. Faltam apurar 250 urnas, que estão sendo avaliadas pelo Juizado Especial Eleitoral.
Para mostrar a força popular contra o processo, Sánchez anunciou uma nova marcha nacional para o próximo sábado. A última, no dia 19 de junho, reuniu cerca de 30 mil pessoas.
Enquanto isso, na Colômbia, a apuração final divergiu apenas 0,003% da inicial, confirmando a vitória de Abelardo De La Espriella. A diferença mínima entre a pré-contagem e o escrutínio é histórica por lá. 📉




