Patentes na América Latina: Brasil Lidera, Mas Dependência Tecnológica Persiste

Destaques
- •Setores que usam patentes e marcas representam 13,6% do PIB manufatureiro e 1,6 milhão de empregos na região.
- •No Brasil, essas indústrias respondem por 16% do valor agregado da manufatura e mais de 750.000 empregos, com salários 30% maiores.
- •Brasil domina os pedidos de patente na região (60%), mas a América Latina e o Caribe ainda são importadores líquidos de tecnologia.
Um estudo da Organização Europeia de Patentes (OEP) e da CEPAL revelou que as indústrias que mais investem em patentes e marcas, como a automotiva e farmacêutica, são cruciais para a economia da América Latina e Caribe. No Brasil, esses setores já respondem por 16% do valor agregado da manufatura e geram mais de 750.000 empregos.
Essas indústrias não só impulsionam o PIB, mas também oferecem salários cerca de 30% mais altos que a média. O Brasil se destaca como o principal depositante de patentes na região, representando 60% dos pedidos locais entre 2016 e 2020.
Apesar do protagonismo brasileiro, a região como um todo ainda enfrenta desafios significativos. A dependência de tecnologias importadas é alta, com mais de 85% dos pedidos de patente vindo de fora e a região sendo importadora líquida de produtos patenteados.
A recomendação é clara: fortalecer a colaboração, a transferência de tecnologia e as parcerias entre universidades e indústria para destravar o potencial inovador local e reduzir essa dependência. 💰




