Paraguai assina acordo militar com EUA e divide opiniões: 'Ingerência' ou 'obrigação estratégica'?

Destaques
- •Acordo SOFA entre Paraguai e EUA regulamenta presença militar americana.
- •Críticos apontam 'ingerência' e privilégios excessivos, enquanto apoiadores veem 'obrigação estratégica' contra crime organizado.
- •Acordo permite que militares dos EUA portem armas, não paguem impostos e sejam julgados nos EUA por crimes cometidos no Paraguai.
A aproximação entre Paraguai e Estados Unidos ganhou um novo capítulo com a sanção do Acordo do Estatuto das Forças (SOFA). O convênio, que autoriza e regulamenta a presença de pessoal civil e militar americano no país, gerou um intenso debate.
De um lado, o governo paraguaio e aliados defendem o acordo como uma 'obrigação estratégica' para fortalecer a cooperação em segurança e combater o crime organizado. Do outro, opositores e organizações de direitos humanos criticam a iniciativa, classificando-a como 'ingerência direta' e uma ameaça à soberania nacional.
O que realmente está em jogo são os privilégios concedidos aos militares americanos, que incluem a entrada e saída do país com documentos de identidade, porte de armas, isenção de impostos e, o ponto mais polêmico, a jurisdição penal para crimes cometidos em território paraguaio, que seriam julgados nos EUA.
A medida, vista por especialistas como um aprofundamento das relações bilaterais, segue um padrão já estabelecido pelos EUA com outros países da região, como Equador e El Salvador. A questão agora é se o Paraguai, ao firmar este 'padrão-ouro' de acordo, está fortalecendo sua segurança ou cedendo soberania. 🇺🇸🇵🇾




