Paquistão e Irã buscam trégua, enquanto Golfo teme bloqueio de Ormuz
Destaques
- •Ministro do Interior do Paquistão se reuniu com chanceler do Irã para mediar fim de guerra.
- •Países do Golfo temem escalada militar e buscam alternativas para o Estreito de Ormuz.
- •Acordo para reabrir rota marítima estagnou; Irã exige fim de sanções.
Em meio a tensões geopolíticas, o ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, esteve em Teerã para conversas com autoridades iranianas, incluindo o chanceler Abbas Araghchi e o presidente Masoud Pezeshkian.
O objetivo era discutir laços bilaterais e, crucialmente, atuar como mediador para um possível cessar-fogo na guerra promovida por Estados Unidos e Israel, com foco na abertura do Estreito de Ormuz.
No entanto, o acordo para reabrir a rota marítima, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, está estagnado. O Irã exige a retirada de sanções e reparação por danos, enquanto os EUA se recusam a permitir bloqueios.
Enquanto isso, países do Golfo Pérsico, apoiados pelo Catar, expressam preocupação com a escalada militar. Embora não estejam satisfeitos com o acordo negociado entre Omã e Irã para o controle do tráfego no estreito, veem a proposta como a “opção menos ruim” para evitar um conflito que poderia comprometer a infraestrutura energética da região.
A ameaça de um conflito prolongado, que poderia bloquear ainda mais os fluxos de energia e afastar investidores, leva os países do Golfo a estudarem alternativas como a expansão de oleodutos e o aumento de instalações de armazenamento. A possibilidade de o Irã atacar a infraestrutura energética regional caso as ameaças de escalada dos EUA se concretizem é um temor constante. 📉



