Palmada é 'educativa'? Unicef revela que brasileiros ainda veem castigo físico como normal

Destaques
- •Estudo do Unicef revela que brasileiros ainda diferenciam 'palmada educativa' de 'espancamento'.
- •Uso de eufemismos e sobrecarga materna contribuem para a persistência do castigo físico.
- •Lei Menino Bernardo é pouco conhecida e interpretada como intromissão estatal.
Ainda rola a ideia de que bater de leve em criança é 'educativo'? Pois é, um estudo do Unicef divulgado nesta quinta-feira (24) mostra que essa percepção ainda é forte no Brasil.
A pesquisa ouviu pais, mães e cuidadores em cidades como Rio, Manaus e Recife e descobriu que muitos não veem a 'palmada' ou o 'tapinha' como violência, mas sim como um jeito de ensinar respeito e autoridade. Acredita? Essa distinção entre o 'castigo educativo' e o 'espancamento' é bem clara pra eles.
Mas a coisa não para por aí...
O uso de apelidos como 'chineladinha' ajuda a disfarçar, e a sobrecarga das mães, que muitas vezes não têm repertório para lidar com birras e manhas, leva a reações impulsivas. A lei que proíbe o castigo físico, a Lei Menino Bernardo, é pouco conhecida e vista por muitos como uma invasão do Estado na vida familiar. O Unicef aponta que a rede de proteção falha em atuar de forma preventiva, focando mais na resposta após a violência já ter acontecido. A prevenção à violência infantil, aliás, nem tem sido prioridade dos candidatos à presidência. 📉



