Ouro: O porto seguro que virou montanha-russa

Destaques
- •Ouro, tradicionalmente um refúgio em crises, sofreu sua maior queda trimestral em 13 anos.
- •Fatores como juros altos nos EUA, dólar forte e apostas em IA pressionaram o metal.
- •Bancos centrais continuam comprando ouro em massa, sinalizando confiança a longo prazo.
Lembra do ouro, aquele ativo que todo mundo corre quando o bicho pega? Pois é, ele deu uma derrapada feia ultimamente. Depois de bater um recorde histórico no início do ano, o metal precioso viu sua cotação despencar cerca de 26% em apenas cinco meses, acumulando a pior queda trimestral em 13 anos.
Mas o que causou essa reviravolta? Vários fatores tiraram o brilho do ouro. A expectativa de juros mais altos nos Estados Unidos fortaleceu o dólar e tornou títulos como os Treasuries mais atraentes. Além disso, a guerra entre EUA e Irã, que geralmente impulsiona o ouro, desta vez jogou contra, aumentando o temor de inflação e, consequentemente, a aposta em juros mais altos. Ah, e teve quem trocou o metal por ações de empresas de inteligência artificial e pelo IPO da SpaceX.
Apesar dessa montanha-russa, os bancos centrais não se abalaram. Uma pesquisa do Conselho Mundial do Ouro revelou que 45% deles planejam aumentar suas reservas de ouro nos próximos 12 meses, um recorde. Para eles, o ouro continua sendo um porto seguro essencial para diversificação e proteção contra riscos de longo prazo, tanto que superou os títulos do Tesouro americano como principal ativo de reserva global.
O futuro do ouro no curto prazo ainda depende muito dos juros nos EUA, mas a demanda constante dos bancos centrais mostra que o metal segue firme no radar como um ativo estratégico. 📈


