OTAN em campo: Rutte pede 'revolução industrial' contra Rússia e China

Destaques
- •Líderes da OTAN se reúnem para discutir fortalecimento militar e gastos com defesa.
- •Secretário-geral Mark Rutte defende 'revolução industrial de defesa transatlântica' e pede redução de burocracia.
- •Bloco planeja aumentar produção de projéteis de artilharia e investe em sistemas antidrone e novas aeronaves.
A OTAN convocou seus líderes para uma reunião em Ancara, na Turquia, com um objetivo claro: turbinar a capacidade militar da aliança em meio às crescentes tensões com a Rússia e a China.
O secretário-geral, Mark Rutte, não mediu palavras e pediu uma verdadeira 'revolução industrial de defesa transatlântica', comparando a situação a um jogo de futebol onde todos precisam jogar juntos para vencer. A meta é que os países membros elevem seus gastos com defesa para 5% do PIB e transformem os investimentos em capacidade real.
Para isso, a aliança anunciou investimentos pesados, incluindo um programa de US$ 40 bilhões (cerca de R$ 216 bilhões) para sistemas antidrone e a aquisição de novas aeronaves de vigilância e drones. A promessa é aumentar a produção de projéteis de artilharia em quase o dobro.
A Rússia, por sua vez, reagiu criticando o tom 'conflituoso' da OTAN e afirmando acompanhar a cúpula com 'grande interesse'. O recado é claro: o jogo da segurança global esquentou.

