Ortega crava prego no caixão da democracia na Nicarágua: Adeus, eleições!

Destaques
- •Presidente Daniel Ortega anuncia fim das eleições presidenciais na Nicarágua.
- •Medida visa evitar que oposição tome o poder, segundo o líder.
- •Analistas veem como consolidação de regime autoritário e receio de derrota.
Pois é, parece que o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, decidiu dar um ponto final nas eleições por lá. Em um pronunciamento recente, ele cravou que não vai rolar novo pleito para evitar que a oposição, segundo ele, tente dar um golpe.
Essa decisão, que vem após uma reforma constitucional que ampliou o mandato e fortaleceu o controle da dupla Ortega e sua esposa, Rosario Murillo, é vista por analistas e organismos internacionais como mais um passo para o desmantelamento democrático do país.
A Nicarágua, que já não realiza eleições livres há anos e viu seus opositores serem presos e exilados, agora elimina a última aparência de processo eleitoral.
A jogada de Ortega, que tem 80 anos, pode ser um reflexo do medo de uma derrota inesperada, seguindo o exemplo de outros líderes da região, ou uma tentativa de estabelecer uma sucessão dinástica.
Mesmo com a oposição praticamente aniquilada dentro do país, ainda existem focos de resistência silenciosa, que o governo tenta a todo custo neutralizar.
Ainda que a oposição no exílio tente coordenar alternativas e pressionar internacionalmente, a eliminação das eleições fecha as portas para qualquer articulação em torno de uma candidatura.
O relatório da ONU sobre a Nicarágua classifica as violações de direitos humanos desde 2018 como graves e generalizadas, podendo configurar crimes contra a humanidade. 📉

