Operador de extrema-direita, Cerimedo, é preso na Bolívia e ligações com bots e campanhas políticas vêm à tona
Destaques
- •Fernando Cerimedo, operador político argentino, foi preso na Bolívia sob acusação de tentativa de feminicídio e enriquecimento ilícito.
- •Investigações apontam que Cerimedo utilizava 'fazendas de bots' com milhares de celulares para disseminar desinformação em campanhas políticas na América Latina.
- •Sua empresa, Numen, prestou serviços para campanhas de Javier Milei (Argentina) e Nasry Asfura (Honduras), além de ter sido requisitada pela família Bolsonaro no Brasil.
A prisão do operador político argentino Fernando Cerimedo na Bolívia acendeu um alerta sobre suas conexões com campanhas de extrema-direita na América Latina. Ele foi detido sob acusação de tentativa de feminicídio e também é investigado por enriquecimento ilícito.
O cerne da investigação gira em torno das chamadas 'fazendas de bots', locais onde milhares de celulares são usados para propagar desinformação. A polícia boliviana encontrou uma dessas operações, com 43 mil celulares, pertencente à empresa Numen, de Cerimedo.
A Numen já prestou serviços para campanhas de peso, incluindo a de Javier Milei na Argentina e a de Nasry Asfura em Honduras. No Brasil, Cerimedo foi requisitado pela família Bolsonaro em 2023 para apresentar supostas provas de fraude nas urnas eletrônicas.
A empresa Numen, registrada nos EUA, também demonstra conexões com figuras ligadas a Donald Trump, com documentos indicando colaboração com a campanha de Milei e registros de reuniões com assessores de alto escalão do governo americano. O caso levanta sérias questões sobre a influência da desinformação em processos eleitorais na região. 💰



