Onda de Calor no Brasil: FAO e OMM alertam para crise na agricultura e segurança alimentar

Destaques
- •Relatório da ONU aponta que calor extremo é uma ameaça crescente à agricultura global.
- •Ondas de calor em 2023-2024 afetaram simultaneamente lavouras, pecuária, florestas e pesca no Brasil.
- •Prejuízos na safra de soja e milho reduziram a projeção de produção em quase 10%, com perdas de até 20% em SP.
O Brasil viveu um período de aperto em 2023 e 2024, e não foi só por conta da economia. Um relatório da FAO e OMM joga luz sobre como o calor extremo virou um vilão para a nossa agricultura e segurança alimentar.
As temperaturas nas alturas afetaram tudo: plantações de soja e milho, o gado, as florestas e até a pesca. O El Niño deu uma força para o problema, que já vinha aumentando com as mudanças climáticas.
A consequência direta foi um baque na produção. A previsão inicial de safra recorde de 162 milhões de toneladas de soja foi cortada para 147,7 milhões, uma queda de quase 10%. Em São Paulo, a redução na produtividade da soja chegou a mais de 20%.
E não parou por aí. O estresse térmico afetou suínos e bovinos leiteiros, com queda na produção de leite e ganho de peso. Sem falar nos incêndios florestais que devastaram áreas enormes, especialmente no Centro-Oeste. 📉




