Onda de calor na Europa faz águas-vivas paralisarem usinas nucleares na França

Destaques
- •Temperaturas extremas na Europa afetam produção de energia nuclear.
- •França suspende 20% da capacidade produtiva devido ao calor e proliferação de águas-vivas.
- •Países como Hungria, Romênia e Espanha também enfrentam desafios com seus reatores.
O calor na Europa está mais que um incômodo: virou um problema sério para a geração de energia. Na França, a onda de calor que faz os termômetros baterem 40 graus em alguns pontos já levou à suspensão de 20% da capacidade produtiva de energia nuclear.
E o motivo? Além das altas temperaturas que esquentam os rios usados para resfriamento, em um caso inusitado, até a proliferação de águas-vivas em uma usina foi motivo para desligar reatores. As usinas nucleares precisam de muita água para funcionar, e devolver água quente demais aos rios pode ser fatal para a vida aquática, por isso o desligamento para preservar a fauna e a flora.
Mas nem tudo está em apagão. A EDF, gigante do setor, garante que, apesar das reduções na produção em junho e julho, o abastecimento na França não foi afetado e o país continua exportando eletricidade.
A situação se repete em outros países europeus. Na Hungria e na Romênia, o baixo nível do rio Danúbio já paralisou reatores. A Espanha, que enfrenta ondas de calor frequentes, tem investido em soluções como torres de resfriamento para evitar paradas nas suas usinas. O investimento total da EDF em adaptação climática já chega a € 9 bilhões.



