Oncoclínicas encolhe para sobreviver: Venda de hospitais e foco em clínicas

Destaques
- •Oncoclínicas, maior rede de tratamento de câncer do Brasil, anuncia plano de encolhimento para lidar com crise financeira.
- •Venda de hospitais e cancelamento de expansão são estratégias para focar nas clínicas oncológicas.
- •Prejuízo de R$ 1,38 bilhão em 2025 e dívida líquida de R$ 2,9 bilhões pressionam a companhia.
Em meio a um turbilhão financeiro, a Oncoclínicas, gigante do tratamento de câncer no país, está se reestruturando às pressas.
A estratégia agora é vender os hospitais, mais caros e complexos, e voltar as atenções para o core business: as clínicas oncológicas.
A prioridade é clara: manter o atendimento ambulatorial aos pacientes, como disse o CEO Carlos Gil.
Mas o cenário não é nada animador. A empresa divulgou um prejuízo de R$ 1,38 bilhão em 2025, impactado por perdas com a Unimed do Rio e com CDBs do Banco Master.
A dívida líquida bateu R$ 2,9 bilhões, com alavancagem acima do limite permitido pelos credores, forçando negociações para flexibilizar contratos.
A crise de liquidez é tão séria que a agência Fitch rebaixou a nota da empresa para RD(bra), um passo antes do calote.
Além disso, a companhia já sente os efeitos na governança, com a renúncia do presidente do conselho e a saída de executivos-chave.
A Oncoclínicas está em modo de sobrevivência, e o mercado observa com apreensão.




