Óculos Ray-Ban Meta sob escrutínio: privacidade em jogo no Brasil

Destaques
- •Idec e Coding Rights protocolam representação contra óculos inteligentes da Ray-Ban Meta no Brasil.
- •Preocupação central: dificuldade em identificar filmagens discretas e uso de dados para IA.
- •Entidades pedem investigação de órgãos como ANPD e MPF sobre conformidade com LGPD e CDC.
Atenção, galera! Os óculos inteligentes Ray-Ban Meta, que chegaram por aqui em setembro de 2025 custando R$ 3.990, estão virando alvo de investigação. O Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) e a organização Coding Rights não curtiram nada a brincadeira e protocolaram uma representação contra o gadget.
O xis da questão é a privacidade. A principal queixa é que a câmera embutida é super discreta e o LED que indica a gravação é pequeno e pode até ser desativado. Ou seja, quem está ao redor pode ser filmado sem nem perceber, o que levanta a bandeira vermelha para a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e o Código de Defesa do Consumidor (CDC).
A coisa não para por aí.
Há um temor de que os dados captados, como imagens e áudios, possam ser usados para treinar sistemas de inteligência artificial pela Meta, com revisão terceirizada. Além disso, o fantasma do reconhecimento facial, mesmo que não ativo, assusta, especialmente após relatos de testes e pedidos de patente. Um médico já foi denunciado por usar os óculos durante atendimento, e vídeos de pegadinha têm viralizado, expondo terceiros sem consentimento. 💰



