O Fator Humano na Cibersegurança: Brasil Investe Bilhões, Mas Erros Persistem
Destaques
- •Brasil prevê investimento de R$ 104,6 bilhões em segurança digital até 2028.
- •Cerca de 60% das violações de segurança envolvem algum elemento humano.
- •A observabilidade humana é crucial para entender como decisões cotidianas aumentam o risco e para otimizar o uso da Inteligência Artificial em cibersegurança.
Empresas agora observam seus ambientes tecnológicos com lupa, mas uma lacuna persistente impede a redução de riscos: a dificuldade em conectar decisões cotidianas à exposição a perigos. A chave para fechar esse gap está em analisar o comportamento das pessoas, revelando como sinais aparentemente isolados podem culminar em desastres operacionais.
O mercado brasileiro está de olho nisso: a Brasscom estima um investimento de R$ 104,6 bilhões em segurança digital até 2028. Contudo, o Data Breach Investigations Report da Verizon aponta que cerca de 60% das violações analisadas tiveram o fator humano envolvido. Isso mostra que a exposição ao risco é uma teia complexa de pessoas, processos e controles, algo que raramente é capturado por um único indicador.
A observabilidade humana, focada nas pessoas e não apenas em ativos tecnológicos, é o que permite essa conexão. Ela acompanha a trajetória do colaborador, entendendo como mudanças de responsabilidade ou acesso a dados sensíveis podem aumentar o risco, mesmo sem falhas diretas.
Essa visão contínua se torna ainda mais vital com o avanço da Inteligência Artificial (IA) na segurança. A IA depende de dados consistentes para encontrar padrões; quando os registros são fragmentados, ela pode identificar anomalias, mas tem dificuldade em distinguir uma mudança legítima de rotina de uma exposição real. Ao mesmo tempo, a IA aprimora ataques de engenharia social, tornando a identificação de riscos mais dependente da compreensão do contexto humano.
Gerenciar o Risco Humano (HRM) foca em mudanças comportamentais reais, não apenas em participações em treinamentos. A meta é interpretar dados de forma responsável, respeitando a privacidade, para reduzir a exposição sem estigmatizar usuários por erros pontuais.
A observabilidade avançou ao perceber que proteger ambientes digitais exige entender o que acontece internamente. Incorporar o aspecto humano permite enxergar como decisões e rotinas se relacionam, capacitando a segurança a agir antes que sinais se tornem impactos reais. 💡


