O dia em que os EUA abateram um Airbus civil e culparam o Irã
Destaques
- •O trágico abate do voo 655 da Iran Air pelo USS Vincennes completa 38 anos.
- •O incidente, que matou 290 pessoas, incluindo 66 crianças, foi classificado como erro defensivo pelos EUA.
- •Investigações posteriores apontaram violação de águas territoriais e falta de punição para os militares envolvidos.
Há 38 anos, em 3 de julho de 1988, um Airbus A300 da Iran Air, voo 655, foi abatido por mísseis do cruzador USS Vincennes, da Marinha dos EUA, sobre o Estreito de Ormuz. O ataque resultou na morte de todos os 290 passageiros, incluindo 66 crianças.
O governo americano alegou ter confundido o avião civil com um caça F-14 em meio à tensão da Guerra Irã-Iraque. No entanto, investigações indicaram que o USS Vincennes invadiu águas territoriais iranianas e que o Airbus seguia em rota comercial conhecida, transmitindo seu código civil.
Apesar da violação do direito internacional, nenhum militar americano foi punido; pelo contrário, o capitão do navio foi condecorado. O Irã classificou o ato como um massacre deliberado, mas a ONU não condenou os EUA, limitando-se a lamentar as vidas perdidas. Em 1996, os EUA pagaram US$ 61,8 milhões em indenização sem admitir responsabilidade legal. 📉




