O clã Bolsonaro e a velha farsa intervencionista dos EUA
Destaques
- •A candidatura de Flávio Bolsonaro é baseada unicamente no sobrenome e na promessa de continuidade do legado paterno, replicando a onda conservadora de 2018.
- •O ex-presidente Bolsonaro também se apoiou em figuras históricas, como os generais da Ditadura Militar, para construir sua imagem.
- •O texto compara a situação atual com a ascensão de Napoleão III e critica a dependência do clã Bolsonaro em relação aos EUA, apesar do discurso de soberania.
A história parece se repetir, mas nem sempre como tragédia. Às vezes, vira farsa, e o cenário político brasileiro tem mostrado isso com frequência, especialmente quando o sobrenome vira o principal ativo eleitoral.
A candidatura de Flávio Bolsonaro, por exemplo, se vende como uma continuação direta do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Essa estratégia de surfagem de nome, aliás, também foi usada pelo próprio ex-presidente, que se inspirou nos generais da Ditadura Militar para construir sua imagem.
Essa repetição de roteiros se estende às estruturas de poder. A recente imposição de tarifas dos EUA ao Brasil, associada ao apoio a Flávio Bolsonaro, ecoa a velha agenda intervencionista americana que busca minar a soberania brasileira, uma tática ativa desde meados do século passado.
O texto aponta que, enquanto bolsonaristas falam em soberania nacional, celebram a pressão estrangeira e apostam no enfraquecimento do país, repetindo um ciclo que remonta ao golpe de 1964, que teve apoio de Washington. A tragédia original já passou, restando apenas a farsa.

