O Banqueiro de Deus: Morte de Roberto Calvi completa 44 anos em mistério

Destaques
- •O caso do banqueiro Roberto Calvi, presidente do Banco Ambrosiano, continua sem solução após 44 anos.
- •Calvi, ligado ao Vaticano e a máfia, foi encontrado morto em Londres, inicialmente classificado como suicídio, mas posteriormente confirmado como assassinato.
- •A investigação aponta para uma teia de conexões envolvendo a máfia siciliana, a Igreja Católica e a loja maçônica P2, com suspeitas de quebra de sigilo e vingança.
Quarenta e quatro anos atrás, a chocante morte de Roberto Calvi, o então presidente do Banco Ambrosiano, chocou Londres. Encontrado enforcado sob a ponte de Blackfriars, o caso foi inicialmente tratado como suicídio, mas as evidências apontavam para um assassinato.
O banqueiro, apelidado de "o banqueiro de Deus" por suas estreitas relações com o Vaticano, operava um esquema complexo que envolvia lavagem de dinheiro para a máfia siciliana e financiamento de operações políticas obscuras. Sua atuação estava intrinsecamente ligada à poderosa loja maçônica P2, que congregava membros da elite italiana e se infiltrava nas instituições do governo.
A descoberta de uma lista com 962 membros da P2, incluindo figuras políticas e empresariais, desatou uma crise na Itália e implicou Calvi e seu banco em um rombo de quase US$ 1,5 bilhão. Após fugir da Itália, Calvi foi encontrado morto, com tijolos nos bolsos, um simbolismo que remete à maçonaria.
Apesar de investigações posteriores confirmarem que Calvi foi estrangulado antes de ser pendurado, o caso permanece sem solução, com suspeitos que incluem a máfia, membros da P2 e até mesmo o Vaticano. O mistério em torno da morte do "banqueiro de Deus" ilustra a complexidade e os perigos das finanças ocultas e do poder paralelo. 🏛️




