Nova definição de infarto busca evitar diagnósticos errôneos

Destaques
- •Atualização de 2026 reforça a necessidade de avaliar sintomas e exames em conjunto para diagnosticar infarto.
- •A nova diretriz visa reduzir diagnósticos incorretos de infarto e evitar procedimentos invasivos desnecessários.
- •A troponina elevada sozinha não confirma infarto, exigindo análise clínica e de outros exames.
A Quinta Definição Universal de Infarto do Miocárdio, publicada em 2026, traz novas diretrizes para o diagnóstico de ataques cardíacos. A principal mudança é o reforço de que um resultado elevado de troponina, proteína liberada após dano ao músculo cardíaco, não é suficiente para confirmar um infarto por si só.
Para diagnosticar um infarto, os médicos agora devem considerar um conjunto de informações. Isso inclui os sintomas do paciente, o resultado do eletrocardiograma (ECG) e, quando necessário, exames de imagem. A troponina elevada indica uma lesão, mas os outros exames ajudam a determinar se a causa foi a falta de sangue e oxigênio no coração.
Essa abordagem integrada visa evitar diagnósticos errôneos e tratamentos inadequados. Condições como sepse, embolia pulmonar ou miocardite também podem elevar os níveis de troponina. A nova definição busca garantir que o tratamento seja direcionado à causa real da lesão cardíaca, evitando procedimentos invasivos desnecessários, como cateterismos de urgência, em pacientes que não tiveram infarto.


