Nobel de Economia aponta 'homens decepcionantes' como vilões da queda na natalidade
Destaques
- •Economista Claudia Goldin, vencedora do Nobel, sugere que a falta de pais comprometidos é um fator chave para a baixa taxa de fecundidade.
- •A tese foca em mulheres com maior escolaridade, que buscam parceiros confiáveis para dividir responsabilidades familiares e domésticas.
- •Críticos apontam que a definição de 'confiabilidade' pode ser simplista e que modelos de igualdade de gênero nem sempre preveem a realidade da fecundidade.
A economista Claudia Goldin, ganhadora do Prêmio Nobel, lançou uma tese que pode explicar por que as taxas de natalidade despencaram globalmente: a culpa pode ser dos "homens decepcionantes".
Segundo Goldin, especialmente para mulheres com maior escolaridade, a decisão de ter filhos está atrelada à percepção de que o parceiro será um pai responsável e participativo nos cuidados e tarefas domésticas. Sem essa "confiabilidade", o custo-benefício da maternidade, considerando o impacto na carreira, se torna desfavorável.
Essa visão, no entanto, não é consensual. Críticos argumentam que a definição de "confiabilidade" é simplista e que as correlações entre igualdade de gênero e fecundidade não se sustentam na prática, apesar de estudos recentes mostrarem um aumento na participação paterna em tarefas domésticas.



