Nise Yamaguchi volta à cena política e levanta fantasmas do 'gabinete paralelo' da Saúde

Destaques
- •Médica Nise Yamaguchi, figura central no 'gabinete paralelo' do Ministério da Saúde durante a pandemia, lança pré-candidatura à Câmara dos Deputados.
- •A filiação ao PL e o apoio de Flávio Bolsonaro reacendem o debate sobre a atuação pouco transparente nos bastidores do governo anterior.
- •A volta de Yamaguchi ao palco político levanta questionamentos sobre a influência de conselheiros informais nas decisões de saúde pública e seus impactos.
Lembra do "gabinete paralelo" que operava à margem do Ministério da Saúde na pandemia, ditando regras sem registro oficial? Pois é, a figura de Nise Yamaguchi, uma das estrelas desse arranjo, está de volta. Ela acaba de se lançar como pré-candidata à Câmara dos Deputados pelo PL, com direito a vídeo de apoio de Flávio Bolsonaro.
Em 2020, Yamaguchi frequentou reuniões secretas na pasta, que flexibilizou o uso de medicamentos como a cloroquina e lançou o aplicativo TrateCov, tudo isso em desacordo com o consenso científico. A falta de transparência sobre esses encontros impede a reconstrução completa do que foi discutido, mas a coincidência temporal com as medidas adotadas pelo governo indica uma relação direta.
Agora, a volta de Nise Yamaguchi ao centro das atenções políticas traz à tona as discussões sobre a influência de conselheiros informais nas decisões de saúde pública e o impacto direto que isso teve, culminando em um excesso de mortalidade significativamente acima da média global. 📉




