Nike: CEO admite crise maior que o esperado e mercado cético
Destaques
- •CEO da Nike, Elliott Hill, revela que a reestruturação da marca é mais complexa do que o previsto.
- •Vendas na China caíram 11%, e o valor de mercado da Nike despencou 45% desde agosto do ano passado.
- •Concorrentes como On e Hoka ganham espaço, enquanto a Nike focou demais em vendas online, esquecendo o varejo físico.
A Nike está mais enrolada na crise do que o próprio CEO, Elliott Hill, imaginava. Ele admitiu que a reestruturação da marca, que já dura mais de um ano e meio, é um trabalho bem maior do que ele previa.
O mercado não está nada animado com isso. Vários bancos, como RBC e JPMorgan, já rebaixaram a recomendação para as ações da gigante do swoosh. E a coisa aperta na China, onde as vendas caíram 11% nos primeiros nove meses do ano fiscal, levando a uma desvalorização de 45% no valor de mercado desde agosto de 2022.
A aposta da Nike em vendas diretas ao consumidor (o tal do direct-to-consumer) e o abandono do varejo físico deixaram espaço para concorrentes mais ágeis como a suíça On e a americana Hoka, além das chinesas Anta e Li-Ning ganharem terreno.
A marca também se distanciou do equipamento esportivo, focando em moda e lifestyle, o que fez seu catálogo parecer 'velho' e diluiu sua aura cultural. Agora, a Nike aposta em campanhas com estrelas como Cristiano Ronaldo e Vinícius Júnior para mostrar que 'a Nike voltou'.
Em meio a tudo isso, um produto inusitado, uma sandália slip-on chamada Nike Mind 001, virou um sucesso inesperado, esgotando no lançamento e mostrando que a marca ainda pode inovar. O CEO compara a situação a uma corrida de revezamento, com o objetivo de entregar a empresa melhor do que a encontrou. 📉



