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Nike: A queda de um gigante que não decola

04 de junho de 2026
Nike: A queda de um gigante que não decola

Destaques

  • Ações da Nike despencaram de mais de US$ 170 para cerca de US$ 46 em menos de 3 anos.
  • A empresa tenta se reerguer com foco em calçados de performance e varejo, mas enfrenta concorrência acirrada.
  • A perda da relevância cultural e a saturação do mercado podem ser desafios mais profundos que a recuperação das vendas.

A Nike, gigante do esporte, está passando por um momento turbulento. As ações da empresa despencaram de mais de US$ 170 no fim de 2021 para cerca de US$ 46 atualmente, um desempenho que nem o retorno do veterano Elliott Hill ao comando conseguiu reverter rapidamente.

O plano de recuperação inclui um retorno ao foco em calçados de performance e a reestruturação de parcerias com varejistas, após anos de aposta em vendas diretas online. Apesar de sinais tímidos de melhora, como uma modesta alta nas vendas na América do Norte, o mercado ainda avalia a empresa com um múltiplo de 24 vezes os lucros projetados, sem indicar uma pechincha clara.

A grande questão é se a Nike perdeu seu antigo "superpoder" de ditar tendências e se conectar com todos os públicos, algo que o fenômeno Michael Jordan ajudou a construir. A concorrência de marcas especializadas e a ascensão de gigantes chinesas aumentam a pressão. A queda na margem operacional para menos de 6% é um sinal de alerta.

Enquanto alguns analistas veem a empresa tomando as medidas corretas e apontam para possíveis catalisadores como a Copa do Mundo, outros questionam a profundidade dos problemas. A resposta determinará se a queda nas ações é uma oportunidade ou o prenúncio de uma mudança mais profunda no mercado esportivo. 📉

Fontes

https://investnews.com.br/feed/

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