Nestlé: Fábricas de café e KitKat roubado viram motor de virada

Destaques
- •Nestlé aposta em fábricas e marketing viral para recuperar ações.
- •Queda de 41% nas ações desde 2022 e troca de CEOs marcam período difícil.
- •Foco em crescimento interno, simplificação de portfólio e cortes de empregos.
Lembra daquela fábrica de chocolate do Willy Wonka? A Nestlé, dona do KitKat e Nesquik, tem algo parecido: uma planta da Nespresso que produz mais de 1.000 cápsulas de café por minuto, injetando sabores como "avelã" e "caramelo" por tubos giratórios.
Essa atenção à manufatura é crucial, já que as ações da gigante suíça caíram 41% desde o início de 2022, num período marcado por vendas fracas, aquisições problemáticas e alta rotatividade na liderança, culminando na contratação do terceiro CEO em 13 meses.
A virada passa por recuperar participação de mercado e enxugar o portfólio, com foco em áreas como café, ração para pets e chocolate. O CEO Philipp Navratil aposta em vender mais porções e unidades para resolver os problemas passados.
Um exemplo da nova agilidade foi o roubo de 12 toneladas de KitKat, que virou publicidade viral. A resposta bem-humorada da empresa gerou cerca de US$ 231 milhões em mídia espontânea em 10 dias, mostrando a nova filosofia de "velocidade acima da perfeição".
Apesar da melhora, a empresa ainda enfrenta riscos como o impacto de medicamentos para perda de peso, incertezas geopolíticas e o futuro da participação na L'Oréal. A Nestlé anunciou ainda cortes de 16 mil empregos para economizar 3 bilhões de francos suíços até 2027. 💰




