Mulheres no comando: Por que ainda lutamos por 50%?

Destaques
- •Apesar do avanço, mulheres ainda enfrentam barreiras significativas para ocupar posições de liderança.
- •Educação e cobranças internas moldam a autopercepção e a candidatura a vagas.
- •Empresas precisam focar em retenção pós-maternidade e criar cultura de apoio, não apenas em contratação.
A presença feminina em cargos de liderança avançou, mas a disparidade de gênero no mercado de trabalho ainda é gritante. Segundo Roberta Valle Caribé, vice-presidente Comercial da Mastercard, a solução passa por mudanças profundas, tanto nas empresas quanto na forma como as mulheres são preparadas desde cedo.
O problema começa na infância: enquanto meninos são incentivados a errar e tentar, meninas são cobradas a acertar. Isso se reflete na carreira, onde mulheres sentem que precisam preencher 100% dos requisitos para se candidatar a uma vaga, enquanto homens se inscrevem com apenas 5%.
A sobrecarga com responsabilidades domésticas e a chamada carga mental também pesam, limitando o espaço para o desenvolvimento profissional. Empresas como a Mastercard buscam mitigar isso com auxílio-creche e licença parental, mas a executiva ressalta que a retenção pós-maternidade é crucial.
A coragem de tentar e errar é uma competência a ser desenvolvida, mas a percepção social ainda penaliza a assertividade feminina. Para Roberta, líderes têm o papel fundamental de abrir espaço para outras mulheres, garantindo que a diversidade não seja apenas um número, mas um motor para a inovação e a compreensão de um mercado cada vez mais plural.



