Mulheres fazem história: 1.467 recrutas se apresentam às Forças Armadas

Destaques
- •Primeira vez que mulheres ingressam de forma conjunta e voluntária no serviço militar inicial.
- •Meta é ter 1.467 mulheres em 13 estados e no DF em 2026.
- •A iniciativa visa aumentar a presença feminina e alinhar o Brasil a compromissos internacionais.
O Ministério da Defesa abriu um novo capítulo histórico em 2 de março de 2026, com a incorporação inédita de mulheres ao Serviço Militar Inicial Feminino (Smif). Pela primeira vez, o alistamento foi feito de forma conjunta e voluntária, marcando um avanço significativo para a presença feminina nas Forças Armadas.
A meta para 2026 é de 1.467 mulheres servindo em 13 estados e no Distrito Federal, distribuídas entre Exército (1.010), Força Aérea (300) e Marinha (157). Essa iniciativa não só amplia o contingente fardado, mas também reforça os compromissos internacionais do Brasil com a Agenda Mulheres, Paz e Segurança da ONU.
A evolução é clara: de apenas 10% do efetivo (mais de 37 mil mulheres) em funções técnicas e de saúde, para a participação ativa no serviço militar inicial. O ministro da Defesa, José Múcio, destacou que "esse é um dia histórico, significativo, uma vitória para as Forças Armadas", e que "aqui pode ter uma futura general".
A formação básica dura de 3 a 4 meses, seguida por atividades administrativas e operacionais equivalentes às dos homens. O vínculo pode chegar a 2 anos, com a possibilidade de seguir carreira via concurso. A iniciativa, que recebeu mais de 33 mil inscrições para 1.500 vagas iniciais, demonstra a crescente busca por igualdade de oportunidades e responsabilidades dentro das forças. 📅




