MPTCU quer investigar Refit por sonegar bilhões do fisco

Destaques
- •MPTCU pede investigação sobre falhas de controle federal que permitiram sonegação bilionária da Refit.
- •Órgãos como Receita Federal, ANP e PGFN terão suas atuações revistas.
- •Empresário Ricardo Magro, dono da Refit, é alvo de suspeitas de evasão de divisas e blindagem patrimonial no exterior.
O MPTCU deu um chega pra lá e pediu ao Tribunal de Contas da União para investigar possíveis falhas e omissões do controle federal que deixaram a Refit, uma refinaria fluminense, sonegando bilhões de reais do fisco.
A parada é séria: a representação quer uma revisão geral na atuação da Receita Federal, da ANP e da PGFN. O foco é entender como foi possível a evasão de divisas e blindagem patrimonial no exterior, especialmente envolvendo o dono da Refit, o empresário Ricardo Magro.
A Refit, que já foi Manguinhos, está interditada desde setembro de 2025 após operações que suspeitaram de fraude na importação e comercialização de combustíveis. A tática era importar gasolina pronta, mas declarar como produto primário, pagando menos imposto e desviando grana para os EUA.
O subprocurador-geral do MPTCU, Lucas Rocha Furtado, citou a reportagem da revista Piauí e mostrou preocupação com a magnitude dos valores e a facilidade da blindagem. Ele ainda ressaltou que a ineficiência na recuperação de créditos de grandes sonegadores prejudica os cofres públicos.
A falta de controle efetivo sobre grandes devedores do fisco, como a Refit, custa caro aos cofres públicos. 📉




