MPT acusa MBRF de dezenas de abortos espontâneos ligados a ruído em fábrica

Destaques
- •Ministério Público do Trabalho (MPT) move ação contra a processadora de alimentos MBRF.
- •Acusação de 77 abortos espontâneos e 67 gestações em risco entre 2019 e 2025.
- •Ruído excessivo nas linhas de produção, chegando a 93 decibéis, é apontado como fator de risco.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou com uma ação civil pública acusando a MBRF de não proteger funcionárias grávidas em suas fábricas, citando dezenas de abortos espontâneos e gestações em risco.
A investigação, focada em uma unidade em Lucas do Rio Verde (MT), aponta que 77 funcionárias sofreram abortos e 67 gestações foram colocadas em risco entre 2019 e 2025. O principal fator de risco levantado é a exposição a ruído excessivo, que em algumas áreas chegava a 93 decibéis, bem acima do limite de 80 decibéis permitido pela legislação.
A empresa, por sua vez, nega os dados apresentados pelo MPT e afirma que ainda não apresentou sua defesa. A ação pede uma indenização de R$20 milhões e a remoção imediata de gestantes das áreas de risco.
O caso ganhou repercussão após uma funcionária venezuelana ter sofrido um aborto espontâneo dentro da fábrica em abril de 2024, o que levou a um processo judicial e a uma indenização, servindo agora como precedente para o MPT.
Diante do cenário, o MPT busca garantir que as trabalhadoras grávidas sejam realocadas para ambientes mais seguros e silenciosos, evitando mais casos de complicações na gravidez. 📉




