MP do Rio quer explicações sobre 2.500 demissões e contratos suspeitos

Destaques
- •Ministério Público do Rio investiga exoneração de 2.509 servidores após posse de Ricardo Couto.
- •Auditorias apontam irregularidades em contratos públicos estaduais que somam mais de R$ 81 bilhões.
- •Investigação abrange loteamento político, rombo financeiro de R$ 20 bilhões e suspeitas de funcionários fantasmas.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) está de olho nas recentes exonerações no governo estadual. O procurador-geral Antonio José Campos Moreira pediu informações detalhadas ao governador interino Ricardo Couto sobre a onda de demissões que já afastou 2.509 servidores desde 23 de março.
A preocupação não é à toa: o MPRJ também investiga mais de 6.700 contratos públicos suspeitos, totalizando mais de R$ 81 bilhões. Estão na mira auditorias em contratos, loteamento político de secretarias e possíveis irregularidades em órgãos como a Secretaria de Fazenda, com suspeitas de um rombo de R$ 20 bilhões.
A solicitação busca esclarecer indícios de improbidade administrativa e má gestão que podem ter lesado o patrimônio público. O MPRJ aguarda documentos sobre revisões de sigilo, operações como "Sem Refino" e "Barco de Papel", e providências tomadas em relação a agentes públicos citados pela Polícia Federal.




