Morre cantor Netinho após complicações de linfoma não Hodgkin

Destaques
- •Linfoma não Hodgkin é um grupo de mais de 40 tipos de câncer do sistema linfático.
- •Novas terapias como CAR-T Cell mostram eficácia, mas têm alto custo e acesso limitado no Brasil.
- •Pesquisas buscam desenvolver versões nacionais da CAR-T para viabilizar acesso via SUS.
O cantor Netinho, 60, faleceu nesta terça-feira (13) em Salvador, após complicações de um linfoma não Hodgkin. Diagnosticado em 2025, o artista enfrentou uma recidiva da doença, que afeta o sistema linfático e se manifesta de diversas formas, com mais de 40 subtipos.
Os principais sinais de alerta incluem o aumento de linfonodos (ínguas) no pescoço, axilas e virilha, além de febre, suor excessivo, perda de peso e cansaço. A doença pode atingir órgãos fora do sistema linfático, com consequências que variam conforme o subtipo e a extensão.
O tratamento envolve quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e terapia-alvo. Para casos de recidiva, a terapia CAR-T Cell surge como uma esperança, modificando células de defesa do próprio paciente para combater o câncer. No entanto, o alto custo, entre R$ 2 milhões e R$ 4 milhões, e a disponibilidade limitada restringem o acesso no Brasil.
Pesquisas em andamento no Brasil, como as da USP e do Hospital Israelita Albert Einstein, buscam desenvolver versões nacionais da CAR-T, com resultados promissores de até 87,5% de redução tumoral. A expectativa é que essas inovações possam, futuramente, ser incorporadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando o acesso a tratamentos inovadores.
