Morre Amelinha Teles, ícone da luta contra a ditadura e o feminismo no Brasil
Destaques
- •Amelinha Teles, jornalista e ativista, faleceu aos 83 anos.
- •Foi presa e torturada durante a ditadura militar brasileira.
- •Figura central na fundação da União de Mulheres de São Paulo e no 'Lobby do Batom' que garantiu direitos na Constituição de 1988.
- •Idealizou as Promotoras Legais Populares (PLPs) e lutou pela memória de mortos e desaparecidos políticos.
O Brasil se despede de Amelinha Teles, uma guerreira incansável na luta pela democracia e pelos direitos das mulheres. A jornalista e ativista, que dedicou a vida à resistência contra a ditadura militar, faleceu nesta terça-feira (15/09).
Amelinha não foi apenas uma vítima da repressão; ela se tornou um símbolo de luta. Presa e torturada pelo regime, ela transformou sua dor em força, fundando em 1984 a União de Mulheres de São Paulo e participando ativamente do histórico "Lobby do Batom", que assegurou a igualdade de direitos entre homens e mulheres na Constituição de 1988.
Seu legado se estende à criação do projeto Promotoras Legais Populares (PLPs) em 1994, capacitando mulheres em comunidades para entenderem e defenderem seus direitos. Amelinha Teles também foi escritora, autora de obras importantes sobre feminismo e violência contra a mulher, e uma voz ativa na Comissão da Verdade.
Um marco em sua trajetória foi a ação contra o torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra, que em 2008 foi oficialmente reconhecido pela Justiça como torturador da ditadura. Sua vida é um testemunho poderoso de resiliência e coragem.

