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Morre Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, aos 70 anos

28 de outubro de 2026
Morre Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, aos 70 anos

Destaques

  • •O comentarista esportivo Adroaldo Guerra Filho, conhecido como Guerrinha, faleceu aos 70 anos em Porto Alegre.
  • •Guerrinha construiu uma carreira de quase cinco décadas no jornalismo, com passagens marcantes pelo rádio e TV gaúcha.
  • •Seu legado inclui frases de efeito, carisma e uma cobertura versátil de esportes, com destaque para o turfe e o futebol.

O jornalismo esportivo gaúcho lamenta a morte de Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, aos 70 anos. Ele faleceu nesta quarta-feira (data não especificada nos textos) em Porto Alegre, vítima de uma infecção pulmonar que evoluiu para um quadro generalizado. Comentarista da Rádio Gaúcha, Guerrinha era conhecido por sua versatilidade, carisma e pelas frases de efeito, que marcaram suas atuações no rádio e na imprensa por quase cinco décadas.

Nascido em Porto Alegre, Guerrinha era filho de Ieda Guerra, funcionária pública, e de Adroaldo Guerra, radialista conhecido como Vovô Guerra. Herdando o gosto pelo turfe do pai, sua primeira incursão no jornalismo foi através das corridas de cavalo. Estudante de Jornalismo na PUCRS, publicou suas primeiras matérias no Jornal Hoje, da RBS, e depois cobriu o cotidiano do Jockey Club para a Folha da Manhã e o Correio do Povo, veículos da extinta Caldas Júnior.

Do turfe ao futebol e ao rádio

A longa vivência no hipódromo e seu carisma o transformaram em um exímio contador de histórias. Seu primeiro emprego formal veio com a cobertura do turfe, que na época recebia destaque diário em jornais como Zero Hora. O retorno ao Grupo RBS ocorreu em 1983, onde cobriu assuntos hípicos. Com o declínio do espaço dedicado ao turfe, a partir de 1993, Guerrinha passou a cobrir o Internacional em Zero Hora, transição que descreveu como tranquila, pois o futebol também fazia parte de seu cotidiano.

A virada para o rádio começou em 1999, quando coapresentou o programa "Falcão na Gaúcha". Em 2014, assumiu a apresentação do "Paredão do Guerrinha". No meio impresso, estreou a coluna "Guerra Total" no Diário Gaúcho em 2000, conhecida pela "perguntinha" instigante.

Estreia na TV e "Sala de Redação"

A entrada na televisão foi inusitada. No início dos anos 2000, Guerrinha foi convidado para substituir Ibsen Pinheiro no programa "Lance Final", da RBS TV. Apesar do receio inicial com a câmera e de tentar não ser aprovado, foi chamado para conversar com o então presidente da RBS, Nelson Sirotsky, que lhe deu a opção de ser identificado com a torcida colorada ou ser isento em outro lugar. Sua resposta imediata foi "A que horas tenho que estar lá?".

Em 2004, Guerrinha estreou no "Sala de Redação", o mais tradicional programa de debates esportivos do Rio Grande do Sul, cobrindo as férias de Kenny Braga. Ele se consolidou na bancada, participando ativamente das discussões com seu arsenal de frases e opiniões. Sua acidez e perspicácia conquistaram admiradores de ambos os lados do Gre-Nal, fazendo com que o receio de retaliações por se identificar como colorado se dissipasse.

Uma de suas tiradas mais famosas foi apelidada de "Lei Guerrinha", que ironiza mudanças inexplicáveis feitas por treinadores de futebol: "Se algo deu certo, então tem que mudar".

Adroaldo Guerra Filho deixa a esposa Kátia, as filhas Michele e Karine, e três netos.

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