Minha Casa Minha Vida turbina construtoras: quem ganha com R$ 600 mil?

Destaques
- •Programa Minha Casa Minha Vida é ampliado, permitindo financiamentos de até R$ 600 mil.
- •Aumento do teto de renda para R$ 13 mil mensais inclui novas famílias de classe média.
- •Construtoras listadas na B3 como Cury (CURY3) e Direcional (DIRR3) devem se beneficiar do aumento da demanda habitacional.
O Minha Casa Minha Vida deu um passo ousado e agora permite financiamentos de imóveis de até R$ 600 mil com juros subsidiados. E mais: dezenas de milhares de famílias de classe média, com renda de até R$ 13 mil por mês, foram incluídas na Faixa 4 do programa.
Essa expansão representa um prato cheio para investidores, pois a demanda adicional por moradia tende a impulsionar os resultados de construtoras focadas nesse mercado.
A largada para os novos limites do MCMV foi dada na quarta-feira (22), com a Caixa Econômica Federal liberando as operações.
O impacto é direto para empresas como Cury (CURY3), considerada a queridinha do setor, e Direcional (DIRR3), que tem se beneficiado da expansão para fora do eixo Rio-São Paulo.
Ainda que a Cury enfrente uma liminar sobre alvarás de construção em São Paulo, analistas veem o impacto como monitorável, sem alterar a tese central do programa. Já a Direcional tem se destacado com sua subsidiária Riva, focada em médio padrão, e expansão em regiões fora do eixo.
Outras que podem surfar a onda são Plano & Plano (PLPL3), focada na região metropolitana de SP, e Tenda (TEND3), que vem de uma reestruturação e lucros crescentes, apesar de alguns ruídos.
A MRV (MRVE3), maior da América Latina, também pode usar o MCMV como motor principal, mas precisa lidar com os prejuízos da sua subsidiária americana, a Resia. O cenário é promissor para o setor, mas com desafios específicos para cada player. 💰




